Majô propõe modelo mais ágil para ampliar atendimento a pessoas com autismo em Maringá

A presidente da Câmara de Maringá, vereadora Majô (PP), defendeu a modernização do modelo de contratação de serviços na área da saúde como estratégia para ampliar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município.

A iniciativa faz parte da emenda ao Projeto de Lei Terapia Já, que busca tornar o sistema mais ágil e eficiente, permitindo a ampliação da rede de profissionais disponíveis para atendimento.

Segundo a vereadora, o crescimento da demanda por serviços especializados exige novas soluções por parte do poder público.

“Hoje, a demanda cresce rápido, mas o modelo de contratação não acompanha essa realidade. O resultado é uma rede travada, com profissionais disponíveis e famílias aguardando atendimento”, afirmou.

Majô destacou que a proposta permite que profissionais qualificados da própria cidade passem a atuar de forma mais efetiva na rede pública.

“Muitas vezes, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais capacitados ficam de fora não por falta de competência, mas por limitações do modelo atual. O que estamos fazendo é abrir esse caminho.”

A vereadora também ressaltou que a medida não apenas amplia o acesso, mas melhora a qualidade do atendimento oferecido à população.

“Isso é destravar a rede. É tornar o atendimento mais ágil, mais acessível e mais eficiente. É fazer a política pública funcionar na prática.”

Autismo como prioridade

Durante sua fala, Majô reforçou que o tema do autismo exige atenção contínua do poder público, especialmente diante do aumento da demanda por diagnóstico e acompanhamento especializado.

“No autismo, tempo é desenvolvimento. Cada dia de espera impacta diretamente a vida dessas crianças e de suas famílias.”

A vereadora também pontuou sua vivência pessoal como tia atípica, o que, segundo ela, reforça seu compromisso com a pauta.

“Eu acompanho de perto essa realidade. Sei que essas famílias não precisam de discurso, precisam de respostas. E é isso que estamos buscando construir.”

Além da proposta de modernização da contratação, Majô destacou outras iniciativas voltadas ao tema, como o projeto que institui a equoterapia como método terapêutico no município.

Compromisso com resultado

Para a presidente da Câmara, o avanço nas políticas públicas voltadas ao autismo depende de decisões práticas e estruturais.

“Não basta reconhecer o problema. É preciso agir para resolver. E isso passa por melhorar a forma como o poder público se organiza para atender quem mais precisa.”